O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) relatou nesta terça-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava com ferimentos visíveis e aparentemente desorientado após ter caído dentro da sala especial onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.
Em uma publicação nas redes sociais, Carlos explicou que foi até a unidade para visitar o pai após a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e foi informado de que médicos já estavam avaliando o estado de saúde dele. Ao vê-lo, disse ter observado hematomas no rosto e sangramento nos pés, e que Bolsonaro mudou de assunto quando questionado sobre o motivo da queda, o que foi interpretado como sinal de confusão mental.
Carlos acrescentou que, segundo relato de Michelle, o episódio teria ocorrido durante a madrugada, possivelmente depois de um pesadelo, mas que o ex-presidente não conseguiu precisar nem o horário nem as circunstâncias da queda. A Polícia Federal só teria tomado conhecimento do incidente na manhã seguinte, ao abrir a cela e encontrar o ex-mandatário “atordoado”.
A família solicitou avaliações médicas adicionais, que teriam sido realizadas no próprio local de custódia, mas a transferência para um hospital ainda depende de autorização formal ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na tarde desta terça, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, negou a remoção imediata para atendimento hospitalar, afirmando que os laudos iniciais não indicam urgência que justifique essa ação.
O episódio integra uma série de intercorrências médicas envolvendo Bolsonaro, que recentemente havia sido hospitalizado para tratar uma hérnia inguinal bilateral e passou por exames que indicaram problemas como esofagite, gastrite e episódios de pressão arterial elevada. Relatórios médicos apontam que o quadro clínico do ex-presidente pode aumentar o risco de quedas e outras complicações, segundo publicações mais amplas sobre o caso.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal, em regime fechado, após condenação pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.